Entrevistas

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Paula Batistello (Arquiteta e Urbanista)


1. Como você se sente por ter escolhido essa profissão?

Eu me sinto hoje feliz e realizada, pois é uma profissão que deixa meu lado profissional completo, pois eu consigo interagir por vários lados, várias frentes de trabalho, tanto com a parte humana quanto a parte física da arquitetura.


2. Como você descreveria sua profissão?

Nessa profissão eu posso interagir com a cidade, na formação do município, até o lado único de uma edificação individual de um munícipe. Pois você consegue interagir na vida das pessoas, no modo de vida das pessoas, desde o espaço comum, até o espaço mais intimo da sua residência ou edificação.


3. Fale sobre seu currículo.

Eu me formei em UFPEL no ano de 2003, nesse mesmo ano eu iniciei o mestrado na UFSC, finalizando em 2006. Nesse ano eu iniciei como docente no curso de arquitetura da UNOCHAPECÓ. Tenho um escritório de arquitetura desde 2004. Sigo hoje com a docência e o escritório, trabalho três turnos para conseguir manter as duas ocupações e visando sempre a qualidade no atendimento de ambas.


4. Como foi seu processo de escolher a profissão?

Foi mais por exclusão do que por opção. Na verdade nessa fase não se tem muita noção do que escolher. Eu sabia que na área da saúde não poderia ficar e sempre me dei muito bem na área das exatas. A partir daí fui pesquisar e arquitetura foi a área que mais me encantou e eu decidi por ela.


5. Como foi seu curso superior?

Meu curso era integral, manhã, tarde e noite. A maioria dos cursos superiores de arquitetura são em dois turnos.
Foi bem puxado, exigiu muito dedicação e tempo, pois exigiu muita atenção e cuidado nos desenhos. Mas é um curso que encanta cada dia mais.
O curso tem quatro linhas claras: 1-arquitetura, 2-urbanismo, 3-teoria e história, 4-tecnologia. Na tecnologia entra o calculo, o calculo não é a maioria do curso, mas tem. Eu diria que talvez não chegue a 20% do curso, deixando claro que esta é uma parte que mesmo pequena é necessária grande dedicação por ser difícil, exige muito dedicação. Na arquitetura utilizamos muito a física.
 Nas disciplinas de teoria, você vê muito a história, voltada para a arquitetura. Vê também a questão do município (urbano), nos planos diretores, interesses sociais, como a cidade pode expandir ou não, entre outros. O desenho arquitetônico também, relembrando um pouquinho o desenho geométrico que se vê no colégio, e vai se completando com um lado um pouco artístico de pintura, toda a parte de expressão gráfica. 
Eu me dediquei muito na minha faculdade, aproveitei ao máximo, estudei muito, tudo que passou por mim, as disciplinas não passaram batido. Acredito que seja muito importante aproveitar ao máximo todas as oportunidades que o curso te dá, para você poder visualizar a amplitude da arquitetura.


6. O que você aconselharia para alguém que estivesse iniciando na mesma área?

Meu conselho maior é que vá um pouco atrás da parte artística, por exemplo, uma escola de artes, de desenho. Por ser uma área que irá demandar muito tempo durante o curso superior e também para você ir se habituando aos riscos no papel, a utilizar lápis, lapiseira.


7. Pontos positivos e negativos da área.

Eu acredito que isso mude muito de pessoa para pessoa, mas em minha opinião, o ponto negativo é a parte administrativa, pois não temos isso no curso e na hora de administrar um escritório fica um pouco complicado. Já o ponto positivo, eu gosto muito de ficar no escritório projetando, também sair para ver a obra, falar com pessoas, ver o resultado final do projeto que foi iniciado. É a tua idéia que está ali finalizada e concreta. Esse é o maior ponto positivo da profissão para mim.

"Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde vai." Sêneca
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