Entrevistas

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Renata Santin (Dentista)


1. Como você se sente por ter escolhido essa profissão?

Eu adoro ser dentista, hoje minha vida gira em torno disso, me sinto muito realizada na profissão.  Sou muito feliz em ser cirurgiã dentista.
 Cada dia eu conheço mais da odontologia, vivo mais essa linda profissão.


2. Como você descreveria sua profissão?

Minha profissão é algo de muita dedicação.
A odontologia hoje te remete a v√°rios caminhos: est√©tico, preventivo, tratamentos internos que √© o que eu mais trabalho (a endodontia) e tamb√©m leva ao que mais as pessoas querem hoje que √© o belo, o bonito a quest√£o est√©tica mesmo. √Č claro que tem √°reas que fogem um pouco das minhas especialidades como implantodontia, mas tem colegas pr√≥ximos que realizam esse trabalho.


3. Fale sobre seu currículo.

Formei-me em 2004 na Universidade Federal de Pelotas RS, logo que me formei fiz um curso de Prótese em Porto Alegre, fiz também um curso de Endodontia. Eu saí de uma faculdade que visava que formava especialistas, você sai para fazer alguma especialidade. Mas, eu sempre tive essa visão generalista, fiz um curso rápido de Endodontia na Universidade Tuiuti de Curitiba PR e decidi fazer a especialização nessa área na PUC de Curitiba PR. Ano passado fiz curso de Estética e Cosmético em Passo Fundo RS. Todos os cursos que eu faço me levam a aprimorar a Endodontia.


4. Como foi seu processo de escolher a profiss√£o?

Sempre quis ser dentista, n√£o me lembro de ter passado por alguma d√ļvida na escolha. Claro que na √©poca meus pais diziam que eu tinha que passar em uma federal. Ent√£o eu sa√≠ de Chapec√≥ no terceiro ano do ensino m√©dio fui para Curitiba fazer cursinho para tentar passar em uma universidade federal. Na √©poca eu fiz sete vestibulares. Na Universidade Federal do Paran√° eu me inscrevi para Ci√™ncias Sociais, eu passei neste curso e tinha pontua√ß√£o para passar em odontologia, isso √© um exemplo do que o medo faz a gente fazer. Fiz tamb√©m o vestibular em Cascavel, Umuarama, Pelotas, passei em Umuarama e passei em segunda chamada em Pelotas. Fui cursar em Pelotas e tive alguns meses de f√©rias, pois minha aula s√≥ come√ßou no segundo semestre.


5. Como foi seu curso superior?

Vida em universidade federal não é fácil, pois tínhamos muitas greves, ou era dos professores, ou de alunos, por falta de material, ou dos funcionários.
Estudar em Pelotas foi muito bom, por mais que no início foi difícil, pois estava saindo de Curitiba para lá. Adaptar-me culturalmente. O primeiro semestre foi complicado, foi um momento de adaptação e no fim do curso não queria sair mais de lá, pois a cidade recebe muito bem os estudantes.
A faculdade de odontologia lá é fora do campus, então as pessoas se conhecem pelo nome, os professores conhecem todos os alunos. Dá saudades, pois foi uma época boa. A odontologia tinha uma boate própria, ai as turmas tinham como ganhar dinheiro para formatura.
Em termos das cadeiras/disciplinas do curso, nos três primeiros semestres você dificilmente irá ver dentes, pois você estuda toda a parte inicial que os acadêmicos de medicina estudam (fisiologia, histologia, anatomia). No primeiro momento tudo geral, depois parte para as cadeiras voltadas para a boca como fisiologia oral, histologia oral, patologia oral entre outras. As disciplinas também são divididas em laboratorial que você trabalha com modelos e a parte clínica, onde você tem seus pacientes e coloca em prática o que você aprendeu. Claro que isso depende de cada universidade. Nós trabalhávamos em dupla, em um determinado momento trabalhamos também em grupos de cinco colegas.


6. O que você aconselharia para alguém que estivesse iniciando na mesma área?

Faça odontologia, mas viva da odontologia. Tem várias pessoas que trabalham na área, porém não vejo que o mercado esteja saturado, pois eu comecei devagar, mas agora já trabalho bastante. Acho que depende de cada um, da luta, do empenho, e do amor de cada um pelo que faz. O meu maior conselho é faça odontologia, pois é muito bom.


7. Pontos positivos e negativos da √°rea.

Um ponto positivo hoje é que a ciência está sempre em evolução, então o profissional não tem como ficar acomodado. Vejo isso como ponto positivo, pois faz com que o dentista corra atrás de mais conhecimento. O ponto negativo é que é um trabalho de consultório é muito solitário, e você só vê isso quando começa a trabalhar, pois na clínica da faculdade você trabalha ao lado dos seus colegas, já, quando você entra no seu consultório é você e o teu paciente, que não pode te responder. Às vezes você tem uma secretária, mas às vezes não. A vida no consultório é bastante solitária.

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