Entrevistas

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Juliano Zanotelli (Jornalista)


1. Como você se sente por ter escolhido essa profissão?

Eu me sinto bem realizado, eu acho que essa é a profissão que eu sempre quis. Eu gosto do que eu faço, já trabalhei com fotografia, revista, acessoria, TV. Eu já passei por quatro áreas dentro do jornalismo e na produção de TV é algo que eu me identifico bastante, me sentindo melhor, é uma adrenalina, as coisas são para agora. E eu gosto dessa pressão.


2. Como você descreveria sua profissão?

O que me vem à cabeça é a emoção, jornalismo é emoção. Você tem que ter vontade, gostar, pois a informação muda a cada segundo, tem que ter fontes. Tem que estar super atento as coisas que acontecem ao teu redor. 


3. Fale sobre seu currículo.

Na √©poca de faculdade eu fazia est√°gio l√° em Conc√≥rdia, me formei na UNC em Conc√≥rdia, comecei a trabalhar em alguns √≥rg√£os p√ļblicos fui estagi√°rio na EPAGRI, na CIDASC, na EMBRAPA.
Após a formatura eu vim para Chapecó, não conhecia ninguém da área de jornalismo, entrei em contato com a Revista Ana Loide, em outubro de 2005 ela publicou uma matéria minha, estou na revista a 4 anos.
Também fui atrás de outra revista a Flash Vip, consegui o trabalho, fiquei um ano lá.
No ano que passou fiz uma coluna de 9 meses no jornal Diário do Iguaçu.
Em fevereiro de 2008 comecei a trabalhar na Ric Record na produção do jornalismo, onde estou até hoje.
Já trabalhei em revista, TV, jornal, faço fotografias e também acessoria de imprensa.
Em julho de 2007 comecei como artista pl√°stico participei da maratona fotogr√°fica da Escola de Artes, ganhei primeiro lugar. Entrei no grupo do Pretexto de Fotografia do SESC. Estou fazendo uma s√©rie de fotografias com jogos e brinquedos que me remetem a inf√Ęncia, j√° expus em v√°rios lugares, gosto muito desse ramo.
Fiz P√≥s gradua√ß√£o em Jornalismo na Unochapec√≥ um tempo depois de concluir esse curso, fiz tamb√©m na mesma universidade uma P√≥s gradua√ß√£o em Criatividade e Arte Contempor√Ęnea.


4. Como foi seu processo de escolher a profiss√£o?

Na verdade eu fiquei bem em d√ļvida, no col√©gio eu queria medicina, era o meu sonho. Comecei a aprender biologia, qu√≠mica, at√© o dia que eu aprendi que nos dedos das m√£os tem um monte de coisas entre elas c√©lulas e muito mais, ai eu percebi que medicina n√£o era para mim.
Eu estava no terceiro ano do ensino médio, sempre gostei de fotografia, TV, revista, jornal, ai pensei, que tal jornalismo. Inscrevi-me para jornalismo acabei passando, não foi uma escolha aleatória, mas sim algo pensado, me identifiquei com o curso, as disciplinas fecharam comigo.  
Eu gosto muito de ler, revista, jornal, livros n√£o muito. As revistas sempre foram algo que eu gostava muito, pois tinham fotografias e textos.
Eu via o Zeca Camargo viajando, a Gloria Maria viajando e pensava, é isso que eu quero fazer, viajar. A partir daí fui vendo algumas coisas, por exemplo, vídeo não era muito a minha praia, descobri que produção é muito bom.
Importante falarmos que todo mundo pensa que ser jornalista é puro glamour, festa, badalação, isso é mais para colunista social. O jornalista vai atrás de informação, tem muitas coisas além do glamour. Jornalista não é aquele cara que se forma, usa barba, fuma e toma café, isso é um estereótipo, isso só nas novelas.
O que é real é que o telefone toca sem parar, você troca contatos e você pede para as pessoas te ligarem.
Penso também que a escolha por jornalismo tem muito a ver com eu buscar, eu querer a informação para mim e passar para os outros.
Acho também que é bem bacana você fazer um processo de orientação profissional para te auxiliar a escolher a profissão, não escolher somente pensando no dinheiro, ou porque o pai/mãe quer que você faça algo.


5. Como foi seu curso superior?

Foi 4 anos e meio de curso, o primeiro semestre é para você conhecer o pessoal. Um dia bem marcante para mim foi o dia que eu revelei a minha primeira fotografia, foi muito emocionante.
N curso tivemos aulas práticas, mas muita teoria, que também é importantíssimo. Essa união da teoria com a prática é fundamental.
E além do mais, o curso não lhe dá tudo, você tem que buscar mais, por exemplo, idiomas, informática. Você tem que ter uma bagagem além da universidade, para isso tem que buscar. Eu fiz técnica vocal, oratória, você tem que ir atrás.


6. O que você aconselharia para alguém que estivesse iniciando na mesma área?

Muito importante estar atento, a fim de querer fazer o curso, muita vontade de querer buscar conhecimento. O mercado de trabalho não é fácil, você tem que buscar, correr atrás. A gente sai cru da universidade e é bem importante ter experiências. Como a informação é diária, o aprendizado também é diário.


7. Pontos positivos e negativos da √°rea.

Um ponto positivo é você saber que você te torna um cara respeitado por ser jornalista, outro também é o buscar a informação, você consegue ter um maior livre acesso a ela.
O negativo é que você não tem horário fixo.

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